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Você já tentou esticar uma cartolina que ficou muito tempo enrolada? Você abre, tenta deixar reta, mas ela insiste em voltar pro formato curvado. Então dobramos ela do lado oposto. E, depois de um tempo, ela finalmente encontra um meio-termo e fica plana.

Muitas vezes começamos algo com muita empolgação, damos nosso melhor no início, fazemos acontecer, mas daí, a rotina acontece, a empolgação some e o fazer acontecer estagna. Nos falta ânimo e a vida simplesmente acontece. Você falha um dia e pensa que um dia não faz tanta diferença, mas daí se vê falhando novamente e novamente e sua vida vira um eterno deixa para lá e, o que era para ser um fluxo constante de melhorias e disciplina, vira um ciclo de maus hábitos e comodismo.

Se acaso isso já aconteceu com você em alguma área da vida, bem-vinda ao clube! A real é que nossa cartolina já tá dobrada num formato: desorganização, caos, falta de rotina. Aí, num surto de produtividade, dobramos com tudo pro outro lado: a disciplina rígida e infalível. Mas nenhum dos extremos se sustenta por muito tempo. E a cartolina tenta voltar ao estado anterior. Ao invés de encontrarmos um meio-termo, dobramos com força de novo – mas agora pro outro lado: bloqueio criativo, preguiça, auto sabotagem. Talvez seja assim que a gente funciona. Forçamos os extremos antes de entender que a real solução não é um dos lados, mas sim o ajuste gradual entre eles.

Aos poucos, vamos soltando daqui, ajustando dali, até finalmente encontrar um ritmo que faz sentido pra gente. Talvez o equilíbrio não seja um ponto fixo, mas um processo contínuo de dobrar e desdobrar...

E eu vim com essa reflexão hoje, porque fiquei pensando em como minha vida social deu uma melhorada, algo que eu achava que nunca iria acontecer, e eu nem estava focando nela!
Final de janeiro, no sinceronas com a Dani, combinamos que eu começaria um hobby. Comecei indo caminhar no lago, ver a paisagem e o contato com a natureza era incrível, apenas no começo, depois se tornou algo chato e irritante, logo pensei que eu tinha que começar outro hobby, justamente para a empolgação não acabar e eu voltar para o ciclo do comodismo e ficar na minha casa mesmo, sem hobby, sem nada...

Foi aí que um amigo me chamou para praticar beach tennis e beach vôlei. Fui e, por incrível que pareça, comecei a amar esses esportes. Eu sempre achava que odiaria o beach tennis, mas conhecer pessoas novas e estar ali interagindo, conversando, dando muitas risadas e conhecendo vários pontos de vistas diferentes foi restaurador. Minha bateria social continua baixa, mas diferente agora! Como a cartolina, forcei um pouco para o outro lado e agora ela simplesmente flui para um equilíbrio. Comecei a querer fazer as viagens que eu sempre sonhava para conhecer montanhas, cachoeiras, fazer esportes radicais, enfrentar meus medos...

No final, dá uma sensação de orgulho sabe?
Quem diria que eu conseguiria subir uma parte da roda da vida, de 0 para 6, uma parte que eu achei que jamais passaria do 3!

Agora me conte, o que você está fazendo para equilibrar a sua cartolina?

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On 31/03/2025 at 09:26, Mayara Masae Kubota disse:

Você já tentou esticar uma cartolina que ficou muito tempo enrolada? Você abre, tenta deixar reta, mas ela insiste em voltar pro formato curvado. Então dobramos ela do lado oposto. E, depois de um tempo, ela finalmente encontra um meio-termo e fica plana.

Muitas vezes começamos algo com muita empolgação, damos nosso melhor no início, fazemos acontecer, mas daí, a rotina acontece, a empolgação some e o fazer acontecer estagna. Nos falta ânimo e a vida simplesmente acontece. Você falha um dia e pensa que um dia não faz tanta diferença, mas daí se vê falhando novamente e novamente e sua vida vira um eterno deixa para lá e, o que era para ser um fluxo constante de melhorias e disciplina, vira um ciclo de maus hábitos e comodismo.

Se acaso isso já aconteceu com você em alguma área da vida, bem-vinda ao clube! A real é que nossa cartolina já tá dobrada num formato: desorganização, caos, falta de rotina. Aí, num surto de produtividade, dobramos com tudo pro outro lado: a disciplina rígida e infalível. Mas nenhum dos extremos se sustenta por muito tempo. E a cartolina tenta voltar ao estado anterior. Ao invés de encontrarmos um meio-termo, dobramos com força de novo – mas agora pro outro lado: bloqueio criativo, preguiça, auto sabotagem. Talvez seja assim que a gente funciona. Forçamos os extremos antes de entender que a real solução não é um dos lados, mas sim o ajuste gradual entre eles.

Aos poucos, vamos soltando daqui, ajustando dali, até finalmente encontrar um ritmo que faz sentido pra gente. Talvez o equilíbrio não seja um ponto fixo, mas um processo contínuo de dobrar e desdobrar...

E eu vim com essa reflexão hoje, porque fiquei pensando em como minha vida social deu uma melhorada, algo que eu achava que nunca iria acontecer, e eu nem estava focando nela!
Final de janeiro, no sinceronas com a Dani, combinamos que eu começaria um hobby. Comecei indo caminhar no lago, ver a paisagem e o contato com a natureza era incrível, apenas no começo, depois se tornou algo chato e irritante, logo pensei que eu tinha que começar outro hobby, justamente para a empolgação não acabar e eu voltar para o ciclo do comodismo e ficar na minha casa mesmo, sem hobby, sem nada...

Foi aí que um amigo me chamou para praticar beach tennis e beach vôlei. Fui e, por incrível que pareça, comecei a amar esses esportes. Eu sempre achava que odiaria o beach tennis, mas conhecer pessoas novas e estar ali interagindo, conversando, dando muitas risadas e conhecendo vários pontos de vistas diferentes foi restaurador. Minha bateria social continua baixa, mas diferente agora! Como a cartolina, forcei um pouco para o outro lado e agora ela simplesmente flui para um equilíbrio. Comecei a querer fazer as viagens que eu sempre sonhava para conhecer montanhas, cachoeiras, fazer esportes radicais, enfrentar meus medos...

No final, dá uma sensação de orgulho sabe?
Quem diria que eu conseguiria subir uma parte da roda da vida, de 0 para 6, uma parte que eu achei que jamais passaria do 3!

Agora me conte, o que você está fazendo para equilibrar a sua cartolina?

Adorei o seu texto. A vida é, de fato, uma caixinha de surpresas. Basta nos permitir VIVER cada momento! 
Tenha certeza, que muitas outras coisas boas virão! Você abriu a porta, agora é hora de aproveitar a vista!!!

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On 31/03/2025 at 14:54, Stela Veiga disse:

Adorei o seu texto. A vida é, de fato, uma caixinha de surpresas. Basta nos permitir VIVER cada momento! 
Tenha certeza, que muitas outras coisas boas virão! Você abriu a porta, agora é hora de aproveitar a vista!!!

Com certeza! Agora é hora de mais que aproveitar a vista, de sair e aproveitar a caminhada!
 

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On 31/03/2025 at 09:26, Mayara Masae Kubota disse:

Você já tentou esticar uma cartolina que ficou muito tempo enrolada? Você abre, tenta deixar reta, mas ela insiste em voltar pro formato curvado. Então dobramos ela do lado oposto. E, depois de um tempo, ela finalmente encontra um meio-termo e fica plana.

Muitas vezes começamos algo com muita empolgação, damos nosso melhor no início, fazemos acontecer, mas daí, a rotina acontece, a empolgação some e o fazer acontecer estagna. Nos falta ânimo e a vida simplesmente acontece. Você falha um dia e pensa que um dia não faz tanta diferença, mas daí se vê falhando novamente e novamente e sua vida vira um eterno deixa para lá e, o que era para ser um fluxo constante de melhorias e disciplina, vira um ciclo de maus hábitos e comodismo.

Se acaso isso já aconteceu com você em alguma área da vida, bem-vinda ao clube! A real é que nossa cartolina já tá dobrada num formato: desorganização, caos, falta de rotina. Aí, num surto de produtividade, dobramos com tudo pro outro lado: a disciplina rígida e infalível. Mas nenhum dos extremos se sustenta por muito tempo. E a cartolina tenta voltar ao estado anterior. Ao invés de encontrarmos um meio-termo, dobramos com força de novo – mas agora pro outro lado: bloqueio criativo, preguiça, auto sabotagem. Talvez seja assim que a gente funciona. Forçamos os extremos antes de entender que a real solução não é um dos lados, mas sim o ajuste gradual entre eles.

Aos poucos, vamos soltando daqui, ajustando dali, até finalmente encontrar um ritmo que faz sentido pra gente. Talvez o equilíbrio não seja um ponto fixo, mas um processo contínuo de dobrar e desdobrar...

E eu vim com essa reflexão hoje, porque fiquei pensando em como minha vida social deu uma melhorada, algo que eu achava que nunca iria acontecer, e eu nem estava focando nela!
Final de janeiro, no sinceronas com a Dani, combinamos que eu começaria um hobby. Comecei indo caminhar no lago, ver a paisagem e o contato com a natureza era incrível, apenas no começo, depois se tornou algo chato e irritante, logo pensei que eu tinha que começar outro hobby, justamente para a empolgação não acabar e eu voltar para o ciclo do comodismo e ficar na minha casa mesmo, sem hobby, sem nada...

Foi aí que um amigo me chamou para praticar beach tennis e beach vôlei. Fui e, por incrível que pareça, comecei a amar esses esportes. Eu sempre achava que odiaria o beach tennis, mas conhecer pessoas novas e estar ali interagindo, conversando, dando muitas risadas e conhecendo vários pontos de vistas diferentes foi restaurador. Minha bateria social continua baixa, mas diferente agora! Como a cartolina, forcei um pouco para o outro lado e agora ela simplesmente flui para um equilíbrio. Comecei a querer fazer as viagens que eu sempre sonhava para conhecer montanhas, cachoeiras, fazer esportes radicais, enfrentar meus medos...

No final, dá uma sensação de orgulho sabe?
Quem diria que eu conseguiria subir uma parte da roda da vida, de 0 para 6, uma parte que eu achei que jamais passaria do 3!

Agora me conte, o que você está fazendo para equilibrar a sua cartolina?

Que bela reflexão May! 

Para equilibrar a minha cartolina, com certeza estou me virando ao avesso. 

Parece clichê até, mas tem uma versão minha nascendo que estou tão orgulhosa 🤗

 

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On 31/03/2025 at 09:26, Mayara Masae Kubota disse:

Você já tentou esticar uma cartolina que ficou muito tempo enrolada? Você abre, tenta deixar reta, mas ela insiste em voltar pro formato curvado. Então dobramos ela do lado oposto. E, depois de um tempo, ela finalmente encontra um meio-termo e fica plana.

Muitas vezes começamos algo com muita empolgação, damos nosso melhor no início, fazemos acontecer, mas daí, a rotina acontece, a empolgação some e o fazer acontecer estagna. Nos falta ânimo e a vida simplesmente acontece. Você falha um dia e pensa que um dia não faz tanta diferença, mas daí se vê falhando novamente e novamente e sua vida vira um eterno deixa para lá e, o que era para ser um fluxo constante de melhorias e disciplina, vira um ciclo de maus hábitos e comodismo.

Se acaso isso já aconteceu com você em alguma área da vida, bem-vinda ao clube! A real é que nossa cartolina já tá dobrada num formato: desorganização, caos, falta de rotina. Aí, num surto de produtividade, dobramos com tudo pro outro lado: a disciplina rígida e infalível. Mas nenhum dos extremos se sustenta por muito tempo. E a cartolina tenta voltar ao estado anterior. Ao invés de encontrarmos um meio-termo, dobramos com força de novo – mas agora pro outro lado: bloqueio criativo, preguiça, auto sabotagem. Talvez seja assim que a gente funciona. Forçamos os extremos antes de entender que a real solução não é um dos lados, mas sim o ajuste gradual entre eles.

Aos poucos, vamos soltando daqui, ajustando dali, até finalmente encontrar um ritmo que faz sentido pra gente. Talvez o equilíbrio não seja um ponto fixo, mas um processo contínuo de dobrar e desdobrar...

E eu vim com essa reflexão hoje, porque fiquei pensando em como minha vida social deu uma melhorada, algo que eu achava que nunca iria acontecer, e eu nem estava focando nela!
Final de janeiro, no sinceronas com a Dani, combinamos que eu começaria um hobby. Comecei indo caminhar no lago, ver a paisagem e o contato com a natureza era incrível, apenas no começo, depois se tornou algo chato e irritante, logo pensei que eu tinha que começar outro hobby, justamente para a empolgação não acabar e eu voltar para o ciclo do comodismo e ficar na minha casa mesmo, sem hobby, sem nada...

Foi aí que um amigo me chamou para praticar beach tennis e beach vôlei. Fui e, por incrível que pareça, comecei a amar esses esportes. Eu sempre achava que odiaria o beach tennis, mas conhecer pessoas novas e estar ali interagindo, conversando, dando muitas risadas e conhecendo vários pontos de vistas diferentes foi restaurador. Minha bateria social continua baixa, mas diferente agora! Como a cartolina, forcei um pouco para o outro lado e agora ela simplesmente flui para um equilíbrio. Comecei a querer fazer as viagens que eu sempre sonhava para conhecer montanhas, cachoeiras, fazer esportes radicais, enfrentar meus medos...

No final, dá uma sensação de orgulho sabe?
Quem diria que eu conseguiria subir uma parte da roda da vida, de 0 para 6, uma parte que eu achei que jamais passaria do 3!

Agora me conte, o que você está fazendo para equilibrar a sua cartolina?

Que bela reflexão May! 

Para equilibrar a minha cartolina, com certeza estou me virando ao avesso. 

Parece clichê até, mas tem uma versão minha nascendo que estou tão orgulhosa 🤗

 

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On 31/03/2025 at 18:03, Joane Priscilla Teixeira De Lima disse:

Que bela reflexão May! 

Para equilibrar a minha cartolina, com certeza estou me virando ao avesso. 

Parece clichê até, mas tem uma versão minha nascendo que estou tão orgulhosa 🤗

 

É muito bom percebermos as novas versões de nós mesmas né?

Eu realmente estou amando a borboleta na qual estou a me transformar e estou tendo orgulho de, pela primeira vez, não estar nem aí com a opinião da minha mãe!

Transformações fazem parte do nosso crescimento e isso é mágico! Aproveite a sua nova versão o máximo que puder!

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